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André

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amor não é um se acostumar com o jeito do outro, amor é um mudar o seu jeito pelo outro

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Cada um tem a sua crença, essa é a minha

a igreja tem provas concretas de sua existência no período da idade média, quando a população estava desacreditada no mundo e na sociedade que não parecia ter nenhum sentido, quando ninguém tinha para onde correr com tanta injustiça de seus mandantes, não podiam reclamar e só esperavam calados a morte de uma vida sem luxos, sem dignidade e sem nenhuma mudança quando posta ao lado da dos seus pais e avós…  aí surge os padres que nas civilizações mais antigas eram chamados de feiticeiro ou de pajé ou de bruxo, porque ele falava com o invisível, o inapalpável, então, o inexistente.  mas ele surgia com propósitos melhores do que de um bruxo, propósitos mais reias do que de um feiticeiro ou um pajé, já que ele não tinha a habilidade de curar ninguém e que seria meio impossível de fingir tamanha habilidade surreal.  ele vem com um discurso bem convincente para aquele povo desacreditado na vida, ele vem prometendo que quando aquelas humildes pessoas morressem elas iriam ter algo bom (e isso já era uma grande tentação para alguém que viveu a vida inteira sem expectativas, sem saber o gosto de ter algo para almejar, sem viver dignamente), mas esse padre não lhes oferecia, essa suposta vida após a morte, de graça.  eles teriam que dar mensalmente uma parte de seus bens para esse homem tão “bondoso” que nem lhes conhecia e já lhes prometia coisas boas, mas eles só poderiam exigir suas novas “propriedades” depois de morrer.  o interessante era que ninguém voltou da morte para agradecer o padre ou para falar para os outros que valia a pena pagar todas as suas poucas moedas à ele.  agora a população já havia para onde ir quando se sentisse injustiçada (toda hora), e ela implorava ao padre para que lhes atendesse, para que aceitasse seus bens.  a nobreza viu algo que aos dizeres do povo e do próprio padre parecia ser tão majestoso e glorioso, parecia ser a solução de todos os problemas e ainda com bônus, o perdão e a benção divina (mas era só pra quem pagasse) e então a nobreza foi frequentar a igreja.  agora o padre tinha todos indo ao seu estabelecimento, e ele tinha o poder de lhes tirar tudo o que havia prometido anteriormente depois que chegasse a morte.  o padre tinha controle total sobre a população e se alguém o ameaçasse ele iria entrar em comunicação com deus por meio de uma junção de ambas as mãos e iria fingir um discurso que mencionava o que lhe ameaçava como um contra ao “grande propósito divino” e que o mesmo deveria cair e ser penalizado por ter causado tal sofrimento ao padre, um semeador da palavra divina na terra (a penalização foi chamada de inferno).  pronto. o padre mandava em tudo.  controlava todos.  e só ficava rico.  o clero, que era intitulado como a classe que representava deus na terra, era mais forte que todos, só não mais que o rei por uma questão de logística pois eram vários no clero e que seria difícil governar com tantos para ocupar o trono de um só.  aquele padre que trouxe essa história de deus derivada de sua própria solidão ou de alguma convivência com um povo que falava sobre um sobrenatural encantador ou por pura ganância e sede de poder, esse padre criou outros padres, espalhou a sua história e morreu com o segredo.  mas foi criada uma tal de fé, uma habilidade de acreditar tão forte que quanto mais você tivesse, mais você iria discordar dos que não acreditassem na mesma história que você acredita.  a fé te faz ver coisas (por exemplo: espíritos e intervensões divinas).  e quando as pessoas vão rezar, o que sempre falam?  tenha fé.  e as suas preces não eram atendidas e elas ficavam achando que era falta de fé (e não que era irreal esse tal deus).  então as pessoas tinham mais fé e se as preces se confirmavam então a pessoa caía mais nessa sua crença e via menos a verdade.  então a fé fazia seguidores fiéis da religião.  a fé fazia adoradores cegos de uma loucura de um homem que se auto intitulou de “padre”.  dessa primeira religião surgiram outras com modificações que agradavam mais os seus criadores.  então a pessoa já podia escolher qual religião seguir, qual religião defender, qual religião tomar como verdade absoluta excluindo a razão da sua vida e tornando a idéia de outro verdadeira para si mesmo.  por que a religião pareceu tão convincente?  umas de suas leis diziam para que não matasse, que não roubasse, e isso são coisas que para o ser racional e humano, não pareciam muito certo independente de religião.  então a religião parecia tão certa que era difícil abandonar.  com o tempo algumas pessoas começaram a pensar se a religião realmente existia, e aí houveram melhoras para que ela continuasse atraindo mais e mais pessoas.  o pagamento pedido pelo padre havia baixado, a igreja ficava aberta mais tempo para se adequar ao seu tempo, e eram permitido todas as classes sociais. era um negócio próspero, apoiado por todas as pessoas de nome da sociedade, ninguém tentava se opor então.  quando uma criança nascia as pessoas já davam a obrigação dela ir à igreja como toda a família fazia a tantas gerações e não lhe davam a opção de escolha.  então a maioria das crianças como não tinha nem idade para pensar por si próprias acabavam crescendo com a idéia de um deus e nem procuravam ver se era lógica ou verdadeira, só permaneciam estáticas quanto a sua crença pois se questionassem iriam ser vaiadas e olhadas com desprezo.  hoje em dia a igreja vive menos luxuosamente do que antigamente, mas ainda sim é um bom negócio.  existem lojas que vendem artigos religiosos.  encontro de jovens religiosos com uma taxa para participar.  eu acho que se a igreja fosse tão certa assim ela não iria se agregar ao capitalismo desse jeito.  crer em deus é uma desculpa para as pessoas que tem medo de viver só uma vida, é para aqueles que tem medo de errar e não ter uma segunda chance. é para aqueles que são tão egoístas que querem viver para sempre e nunca deixar de pensar ou existir.  eu sei que dá medo pensar que se morrermos acaba tudo.  eu já fui católico e espírita e ainda me sinto desconfortável quando falo e acredito que não tem nada depois de morrer. mas nós ateus, somos pessoas como vocês religiosos, mas a diferença é que nós temos coragem para aceitar a verdade e não aceitamos com facilidade uma idéia de outros que nos foi imposta.  nós pensamos com a razão na nossa frente e vemos quais verdades são apalpáveis e plausíveis.  a ciência sempre respondeu religiosos e ateus com total honestidade, com provas e, principalmente, com lógica.  nos primórdios desse mito, a religião se dizia independente da ciência.  hoje em dia ela se contradiz e fala que a ciência é verdadeira e que ela explica sim mas não tudo.  a religião foi criada para aqueles que tem preguiça de procurar a resposta de suas perguntas ou que se cansam de tanto pesquisar e nunca chegar em lugar nenhum.  se tem algo que a ciência (ainda) não consegue explicar, vem a religião e diz que deus está por trás ou que é propósito divino.  está certo que a ciência nunca vai saber tudo, pois o universo é muito maior e complexo do que nós e do que a nossa inteligência.  as provas que existem de coisas relacionadas a deus são meras projeções de pessoas cegadas pela fé.  que só vêem o que lhe convêm e só vêem o que alimenta a sua crença e que nunca consegue ver outras possibilidades.  então é isso que eu acho sobre a religião, é com esse discurso que eu faço crentes me odiar porque eles devem achar que eu estou tentando mandar neles ou tentando obrigar eles a mudar de idéia.  isso é uma alternativa para suas velhas crenças, isso é uma resposta para alguns questionamentos das pessoas que estão confusas sobre o que seguir, a religião ou a razão.  e essa é minha verdade absoluta.

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janela da alma

eu me sentiria completo se fosse dono irrevogável e incontestável do seu olhar…

eu me sentiria preso à um sentimento eterno de bem estar,

pois qualquer problema que acontecesse,

na calma deles eu poderia me refugiar…

não desejaria ter-los só pra mim por um egoísmo desnecessário sentir,

desejaria ter-los por sentir um medo de te perder se outro ao te encarar,

e achar nesse mesmo olhar,

a paz e a esperança de um amor verdadeiro ter encontrado…

a mesma paz e esperança que um dia eu encontrei,

 pois foi nesse olhar que eu me perdi e até hoje perdido estou,

e me perco a cada vez mais,

por não querer tirar meus olhos,

desse olhar, que a cada dia,

me leva as profundezas de um amar,

de um verdadeiro e simples amar.

 

amo o teu olhar.